sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O Desporto e a educação

O crescimento na procura dos desportos na natureza, quer num âmbito puramente recreativo quer turístico é sinal da valorização dos benefícios referidos. Há cerca de 15 anos atrás, nos Estados Unidos da América, um estudo de Cole (1996) acerca das tendências nas práticas de recreação e de lazer, reconheceu o aumento da procura de espaços protegidos para atividades como o acampamento, caminhada, a escalada ou o Mountain Bike. Contrastando com a realidade europeia, resultados mais recentes de Probstl et al. (2010), identificam o crescimento de novos setores do turismo de natureza, fortemente associados aos desportos na natureza.


Existe uma clara tendência para a valorização das atividades desportivas em contato com a natureza, como fonte potencial de bem-estar, divertimento, liberdade e imprevisibilidade, características que se afastam ligeiramente daquilo que é o desporto competitivo.


Neste contexto, podemos afirmar que a prática desportiva em contato com a natureza valoriza um conjunto de sensações como o prazer, a satisfação, o bem-estar e a saúde, refletindo assim, uma necessidade de compensação de um sistema de vida mais sedentário e centrado na vida urbana.


A NATUREZA COMO PALCO DA UMA PRÁTICA DESPORTIVA EMERGENTE
Com base em pesquisa realizada pelo Ministério do Meio Ambiente Brasileiro, refere o crescimento expressivo da visitação em áreas naturais no Brasil e no mundo e que os desportos de aventura na natureza enquadram-se entre os segmentos mais promissores do mercado de turismo, com um crescimento mundial estimado entre 10% e 30% ao ano.

AS PRÁTICAS DESPORTIVAS E A TRANSMISSÃO DE UMA CONSCIÊNCIA/ CONHECIMENTO AMBIENTAL
Inúmeros modelos teóricos tentaram explicar a lacuna existente entre a consciência/ conhecimento ambiental e a adoção de comportamentos ambientalmente responsáveis, e que, apesar das várias centenas de estudos desenvolvidos, ainda não existe uma explicação definitiva do processo.  Neste âmbito, podemos reconhecer a aparente eficácia do contato com a natureza através das práticas desportivas, na aquisição de uma maior consciência ambiental. É fácil reconhecer também, que para uma aquisição efetiva desta consciência, é necessário o contato continuado com este tipo de práticas, não se limitando apenas à aquisição de competências teóricas e de forma pontual.

fonte: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=115323698014


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O Desporto e o Consumismo

No âmbito do desporto, o merchandising traduz-se na reprodução de uma imagem, ou parte dela, pertença a uma clube, atleta, evento, modalidade ou empresa. O uso desta imagem pode assumir a comercialização de artigos como camisolas, chapéus, cachecóis, bolas, bem como praticamente todo o tipo de produtos que possam ser alvo de uma associação de imagem. O negócio de merchandising compreende a produção, embalagem, distribuição, promoção e venda de produtos, não significando por isso, que seja a entidade proprietária da imagem comercializada a responsabilizar-se por todas estas áreas.

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A família e os grupos, por exemplo, são instituições sociais que desempenham uma função prescritora na atenção dada por um consumidor ao desporto. O desenvolvimento psicológico do indivíduo dá-nos também a conhecer os traços mais significativos de determinada viragem para a área do desporto. O próprio aumento da oferta originou comportamentos que se tornam decisivos.
O consumidor passou a gerir o seu tempo, dedicando algum desse tempo a uma atividade desportiva, seja ela ativa ou passiva.
Temos que tomar em consideração que o consumidor é influenciado por um ambiente individual e um ambiente externo. Só com a inter-relação estabelecida entre todas estas variáveis podemos compreender melhor as motivações e expetativas de determinado indivíduo perante um suposto "consumo desportivo".